Ceratose Pilar

A ceratose pilar é uma condição benigna, sendo considerada uma variante da pele normal, mas costuma ser queixa frequente no consultório. É resultante do acúmulo de queratina – proteína que protege a pele, que bloqueia a abertura dos folículos capilares, causando aspecto de pele áspera. Não está claro por que a queratina se acumula em pessoas com ceratose pilar. Pode ocorrer em associação com doenças hereditárias ou com problemas de pele, como dermatite atópica e pele seca. Qualquer pessoa pode ser suscetível, mas é mais comum em crianças e adolescentes, geralmente aparecendo no final da infância e adolescência e desaparecendo espontaneamente entre os 20 – 30 anos.

Múltiplas pápulas foliculares puntiformes e de aspecto áspero aparecem principalmente nas faces laterais dos membros superiores, coxas e glúteos, geralmente sem sintomas relacionados. A pele pode ter aspecto avermelhado.  O quadro é mais proeminente no frio e, às vezes, melhora no verão. As alterações hormonais podem causar piora durante a gravidez e puberdade.

Em geral, o tratamento da ceratose pilar não é necessário, a maior queixa é cosmética, mas pode haver prurido ou, raramente, foliculite associada. Não pode ser curado ou evitado. Mas podemos utilizar alguns tratamentos para melhorar a aspereza e suavizar a condição.

Alguns cuidados em casa podem auxiliar na melhora da queixa: hidratação cutânea diária, banhos mornos e curtos, esfoliar a região semanalmente durante o banho, evite roupas apertadas e de tecidos sintéticos – estes aumentam a fricção e pioram o quadro de oclusão folicular.

Além do hidratante de uso diário seu dermatologista pode optar pelo uso de ativos que podem melhorar a condição, como a ureia, ácido lático, ácido glicólico e retinóides e até mesmo corticóides para alguns quadros mais inflamatórios. Cremes com ácidos devem ser evitados em crianças e principalmente se usados sem acompanhamento médico.

Procedimentos como dermoabrasão e peelings também podem ser indicados para melhora do aspecto da pele, dependendo da avaliação. Consulte seu dermatologista para saber a melhor opção terapêutica para seu caso.

 

Autor(a): Dra.Ana Cláudia Dal Magro | CRM 42414
A SBD-RS não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos apresentados na Palavra do Dermato. O artigo apresentado acima é de total responsabilidade do autor.

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