PALAVRA DO DERMATO – Lúpus Cutâneo

O Lúpus Eritematoso Cutâneo é uma doença da pele desencadeada por uma resposta alterada da imunidade. O Lúpus Eritematoso Cutâneo pode acontecer como uma doença isolada ou estar associado ao Lúpus Eritematoso Sistêmico. Inclui três subtipos específicos: Lúpus Eritematoso Cutâneo Agudo, Lúpus Eritematoso Cutâneo Subagudo e Lúpus Eritematoso Cutâneo Crônico.

Cada um dos subtipos de Lúpus Eritematoso Cutâneo possui sintomas e evolução característicos e diferentes associações com o Lúpus Eritematoso Sistêmico. As denominações Agudo, Subagudo e Crônico referem-se à duração e recorrência das lesões e à possibilidade ou não de deixar cicatrizes e descoloração permanentes na pele. Mais de 30% das pessoas acometidas pela doença podem ter uma superposição entre tipos diferentes.

Quais são os sintomas do Lúpus Eritematoso Cutâneo?

Manchas vermelhas ou acastanhadas na face, afetando bochechas e dorso do nariz, feridas e cicatrizes dolorosas que aparecem nas áreas expostas ao sol (face, couro cabeludo, pescoço, colo e orelhas) sem que tenham ocorrido traumas prévios precisam ser examinadas. Raramente, o Lupus Eritematoso Cutâneo Agudo pode se manifestar em áreas não expostas da pele.

Como é realizado o diagnóstico do Lupus Eritematoso Cutâneo?

Após conhecer a história clínica completa e realizar o exame físico dermatológico, o médico considerará outros diagnósticos possíveis que se manifestam de maneira semelhante. Diante de uma forte possibilidade do diagnóstico de Lúpus Cutâneo, ele indicará a realização de uma biópsia (retirada de um pequeno fragmento da área afetada) para que seja feito o diagnóstico através do exame microscópico da pele.

Qual o tratamento para o Lúpus Eritematoso Cutâneo?

O tratamento deverá considerar o subtipo específico de Lúpus Eritematoso Cutâneo e se existe associação com o Lúpus Eritematoso Sistêmico. Poderão ser prescritos medicamentos que regulem a imunidade local ou do corpo todo. Entretanto, independente do tipo de Lúpus, um tratamento é indispensável: a proteção solar, que deve ser intensiva e constante, através do uso de meios físicos (chapéu, roupa, guarda-sol, manter-se na sombra) e do uso de bloqueadores solares reaplicados várias vezes ao dia. Revisões médicas periódicas e a realização de exames clínicos e laboratoriais poderão ser necessárias.

Autora: Dra. Cecília Cassal – Dermatologista SBD-RS

A SBD-RS não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos apresentados na Palavra do Dermato. O artigo apresentado acima é de total responsabilidade do autor.

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