Protetor solar? Eu preciso disso?

Na sociedade atual, em que a aparência é muito valorizada, a pele passou a exercer uma função social – é o nosso “cartão de visitas”. Exatamente por isso os cuidados com a pele são cada vez mais enfatizados e procurados. Todos querem prevenir ou reverter os sinais de envelhecimento cutâneo. Neste cenário, os procedimentos estéticos estão cada vez mais avançados, conseguindo resultados inimagináveis há algumas décadas.

Esses procedimentos visam corrigir problemas dermatológicos já existentes, sejam estes causados por doenças, sejam pelo próprio envelhecimento da pele. No entanto, a prevenção de tais problemas muitas vezes é ignorada pelos pacientes. Para uma prevenção adequada temos de levar em conta alguns fatos.

A pele não envelhece de uma maneira uniforme. Os fatores genéticos são responsáveis por 30% do envelhecimento cutâneo, enquanto os fatores ambientais – clima (vento, frio, calor, umidade), sol, alimentação e uso de álcool ou de cigarro – são responsáveis pelos outros 70%. Portanto os hábitos individuais são mais importantes do que a herança genética na determinação da velocidade de envelhecimento da pele. Desses fatores, o sol é o mais importante.

Assim, uma vida saudável, com alimentação equilibrada, evitando-se o uso de fumo ou drogas ilícitas e o excesso de álcool, é fundamental para a saúde da nossa pele. No entanto, o mais importante cuidado que devemos ter com a nossa pele é com a exposição ao sol, ainda mais que os danos solares são cumulativos, ou seja, vão se somando ao longo do tempo.

Para uma boa proteção solar não podemos esquecer que 90% da radiação UV atravessa as nuvens e que mesmo na sombra recebemos 50% da radiação que receberíamos se expostos ao sol. O protetor solar deve, portanto, ser utilizado diariamente, como rotina, e ser reaplicado periodicamente ao longo do dia. Com tantas opções de veículos, de FPS (fator de proteção solar) e apresentações, no entanto, é difícil escolher qual se adaptaria melhor para a nossa pele. O dermatologista poderá ajudar a determinar qual o fator de proteção e o tipo de protetor adequado para cada pessoa.

 

Autor(a): Dr. Carlos Alexandre J. Bertolin| CRM 11618
A SBD-RS não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos apresentados na Palavra do Dermato. O artigo apresentado acima é de total responsabilidade do autor.

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