Menopausa e a Pele – Dra. Ane Maria Kunrath Simões Pires

Quando a menopausa se aproxima, os hormônios femininos declinam rapidamente levando ao envelhecimento da pele.  As alterações cutâneas surgem ainda no climatério, período de transição antes da última menstruação.

Com a queda gradativa dos hormônios estrogênio e progesterona, a pele está sujeita a sofrer alterações estruturais profundas, entre elas a diminuição da produção das fibras de elastina e de colágeno que compõem a trama de sustentação da pele. A mudança provoca a redução do fluxo de sangue pelos vasos e diminui a capacidade de retenção de água pelas células, além de desacelerar a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas que produzem um “filme” de proteção na superfície cutânea. Isso acarreta aumento da flacidez, perda do tônus e da elasticidade da pele, resultando em uma pele fina, seca, flácida e frágil.

O desequilíbrio hormonal típico desta fase, que favorece a predominância de hormônios androgênicos na circulação, além de tornar o rosto mais oleoso e sujeito å acne, ainda é responsável pelo aparecimento de pelos grossos sob o queixo e nas laterais da face, tão comuns nas mulheres em idade de menopausa.

No período que segue a menopausa, a quantidade de fibras de colágeno diminui a um ritmo de cerca de 2% ao ano. A velocidade desse processo vai depender da presença de fatores ambientais, genéticos e metabólicos. Esses fatores podem ser extrínsecos, influenciados por poluição, fumo, álcool, má nutrição, infecções e, principalmente, exposição solar, ou intrínsecos, que tem a ver com genética, hormônios e metabolismo.

Alguns estudos médicos mostram que a terapia de reposição hormonal, depois da menopausa, tem um efeito progressivo, auxiliando na diminuição do processo de fragmentação das fibras de colágeno e elastina, os folículos pilosos voltam a produzir e a superfície da pele ganha uma aparência mais hidratada. Estes efeitos porém, estabilizam após cerca de 6 meses de uso.

E como lidar com todas essas mudanças?
Como cuidados gerais, recomenda-se não fumar, fazer atividade física regular e reposição de vitaminas, como a vitamina D e o óleo de linhaça, além de uma boa dieta, rica em proteínas, fibras e com baixo teor de açúcares refinados para minimizar a perda de colágeno e da massa muscular e óssea.

A reposição hormonal pode ser indicada pelo médico ginecologista.

Como a radiação solar é uma grande vilã no processo de envelhecimento da pele, o uso regular do filtro solar é imprescindível na prevenção das rugas e principalmente na prevenção do câncer de pele.

Para evitar o ressecamento cutâneo comum nesta fase, evitar banhos muito quentes e usar hidratante corporal.

Na face são indispensáveis cremes nutritivos e anti-aging diariamente.
São muitas as opções de tratamento oferecidas para melhorar o aspecto visual da pele.

Grande parte dos médicos dermatologistas, utilizam excelentes procedimentos que incluem preenchimentos de rugas com substâncias absorvíveis, toxina botulínica, peelings e equipamentos de laser, luz pulsada, radiofrequência, ultrassom microfocado, entre outros, que auxiliam na recuperação das alterações provocadas na menopausa.

Autor: Dra. Ane Maria Kunrath Simões Pires, dermatologista SBD-RS

A SBD-RS não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos apresentados na Palavra do Dermato. O artigo apresentado acima é de total responsabilidade do autor.

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